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| DOM 08 | Fevereiro | 2004 |
| AUDITÓRIO UNIVERSIDADE, 21h45 |
Sessão
n.º 2242 |
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11'09"01 - 11 Perspectivas |
11'09"01 - September 11 de vários realizadores |
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11 curtas-metragens sobre o 11 de Setembro
realização · youssef chahine, amos gitai, alejandro gonzález iñárritu, shohei imamura, claude lelouch, ken loach,
samira makhmalbaf, mira nair, idrissa ouedraogo, sean penn, danis tanovic
formato · 35mm, cor
distribuição · vitória filme
classificação · m/12
2002 - 134' |
A dor não é exclusivamente americana
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A ideia inicial é simples: o produtor francês Alain Brigand convidou 11 realizadores de diferentes partes do mundo para fazerem um pequeno filme - a "fórmula" é 11 minutos, 9 segundos, 1 imagem - sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001 e as suas consequências para o mundo. Do Burkina Fasso ao Japão, da França, ao México, da América à Bósnia, passando pelo Irão, Índia, Grã-Bretanha, Egipto e Israel, eis os seus nomes: Samira Makhmalbaf, Claude Lelouch, Youssef Chahine, Danis Tanovic, Idrissa Ouedraogo, Ken Loach, Alejandro González Iñarritu, Amos Gitai, Mira Nair, Sean Penn, Shohei Imamura quiseram dizer que "a dor não é exclusivamente americana" - de formas diferentes, com resultados diferentes. Esta é a viagem pelo mapa do mundo de "11'09'01 - 11 Perspectivas", que se estreia em Portugal (só passara antes no Festival de Seia, em Outubro de 2002) um ano depois da estreia mundial no Festival de Veneza.
Irão
Sem imagens
México
O ecrã negro
Egipto
Diálogo com fantasmas
Grã-Bretanha
Uma carta do Chile
Bósnia
Os outros 11 de Setembro
Israel
Atentados mediáticos
Índia
A fobia do Islão
Burkina Faso
A perseguição a Bin Laden
França
O silêncio
Japão
A fábula
EUA
A dor universal
Como é que um americano escolhe falar do 11 de Setembro, sem ser redutor, sem se repetir, sem ser excessivo e (provavelmente isso preocupou um artista "político" como Penn) sem parecer estar a dizer que esta tinha sido a maior tragédia da história da humanidade? Penn conta a história de um velho que vive num delírio feito de dor pela morte da mulher, que mantém "viva" com rituais só seus. As torres são uma presença tão ténue como uma sombra. É a queda delas que trás a luz que faz renascer as flores, mas que, por outro lado, obriga o velho a ver a realidade. "A dor não é exclusivamente americana", diz o produtor Alain Brigand. Sean Penn, o americano, vem dizer que a dor de uma perda é universal, tantas vezes invisível, e repete-se todos os dias.
Alexandra Prado Coelho
in cinecartaz.publico.pt |
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