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QUI 22 | Outubro | 2009
Centro Cultural Vila Flor, 15h00
Sessão n.º 2746
Astérix e os Vikings
Astérix et les Vikings de Stefan Fjeldmark e Jesper Møller



Argumento. Jean-Luc Goossens e Stefan Fjeldmark | Música Original. Alexandre Azaria | Origem. França/Dinamarca 2006 | Formato. 1.85:1 | Classificação. M/4


2006 - 78'


Desde Astérix o Gaulês (1967), contam-se nada menos de oito adaptações das aventuras do pequeno gaulês nos nossos ecrãs, com sortes diversas. As primeiras, supervisionadas por René Goscinny, seguiam à letra o espírito da obra de banda desenhada, embora prejudicadas por uma técnica arcaica. Nos anos 80, o filão foi abusivamente explorado, acabando francamente por perder o interesse, tanto mais que a qualidade era cada vez menos uma preocupação. Foi necessário aguardar doze anos para voltar a ver os nossos heróis preferidos.

Esta oitava longa metragem é uma adaptação livre da obra “Astérix e os Normandos”, editado em 1967. A trama absurda foi respeitada e encontram-se aqui as personagens carismáticas como o jovem Goudurix (N.T.: Atrevidix) e o viking Grossebaf. As piadas encadeiam-se a um ritmo sustentado e toda a primeira parte se desenrola maravilhosamente. No entanto, logo que os Gauleses embarcam para o Grande Norte, sentem-se algumas lacunas numa história até então eficaz. Não é por acaso que isto corresponde a todo o segmento inventada para as necessidades da longa-metragem. Mas não lancemos a pedra apressadamente sobre Jean-Luc Goossens, o argumentista, que também criou novas personagens formidáveis, como o pombo SMS ou o filho retardado do Viking Grossebaf.

Mas a grande novidade provém do luxo oferecido por resta enorme produção de vinte e dois milhões de euros, permitindo uma animação de qualidade superior, mais fluida, graças a uma hábil mistura de técnicas tradicionais e 3D. (…) Finalmente, a banda-sonora original contém numerosas canções, sendo uma interpretada por Céline Dion. Um verdadeiro luxo para um desenho animado bem conseguido no conjunto (…). Este espectáculo «simpatix« deve, em parte, apagar a desilusão dos fãs face à indigência do último álbum assinado por Uderzo.

Virgile Dumez (avoir-alire.com, 22 Ago’ 08)