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| DOM 17 | Janeiro | 2010 |
| Centro Cultural Vila Flor, 21h45 |
Sessão
n.º 2765 |
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Taking Woodstock |
de Ang Lee (1.º parte: "Arena", de João Salaviza, 15') |
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com Henry Goodman, Edward Hibbert, Imelda Staunton, Demetri Martin, Emile Hirsch
Adaptado. James Schamus | Fotografia. Eric Gautier | Música Original. Danny Elfman | Origem. EUA 2009 | Formato. 1.85:1 | Classificação. M/16
2009 - 110’ |
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A abrir a sessão, "Arena", curta-metragem de João Salaviza centrada em Mauro, um rapaz que vive em prisão domiciliária, confinado a um espaço e ao tempo da sua pena. "Arena" ganhou a Palma de Ouro para a curta-metragem no Festival de Cannes de 2009.
Ang Lee estava a promover o filme Sedução, Conspiração (2007) em São Francisco quando Elliot Tiber lhe ofereceu um livro. Chamava-se Taking Woodstock: A True Story of a Riot, a Concert and a Life, e fora escrito por Tom Monte e pelo próprio Tiber, o seu protagonista. A vida referida no título era sua e o concerto era Woodstock. Os motins? Stonewall, um momento fulcral na luta pelos direitos dos homossexuais. A história de Tiber despertou o interesse de Lee, que apresentou o livro a James Schamus, e este adaptou o argumento. (...)
A longa-metragem ignora uma parte da acção, que decorre na cidade de Nova Iorque, centrando-se na vivência de Tiber (Demetri Martin) em Bethel, Nova Iorque. Foi esta localidade que acolheu o festival de Woodstock, graças, em parte, aos esforços do jovem que albergou os promotores no hotel dos pais e, segundo alguns relatos, os ajudou a encontrar a quinta de Max Yasgur, onde se viria a realizar a icónica mostra de música e arte.
Apesar da sombra de Wood-stock pairar sobre o filme, não é aquele festival que interessa ao realizador. O mais importante é aqui a história de Elliot Tiber, e o modo como este aceitou a sua homossexualidade, e enfrentou os seus pais. É, em suma, uma história de descoberta pessoal, que tem como pano de fundo uma época e um acontecimento que marcaram a história, mas que o realizador retrata como simples caricaturas.
Mesmo assim, é difícil escrever sobre Taking Woodstock sem referir Woodstock: o festival, bem como o documentário homónimo de Michael Wadleigh, que se estreou em 1970 e continua a mostrar aqueles três dias de paz, música e amor a novas gerações. Ang Lee viu este filme, e isso nota-se nalgumas citações directas (de resto, nem falta o ecrã dividido). Mas enquanto Wadleigh assinou uma fita apaixonada e completa, Lee limita-se a mostrar o lado mais caricato dos hippies, com as suas drogas e cabelos compridos, sem mostrar sequer um concerto do festival.
Luís Filipe Rodrigues in Diário de Notícias (17 Setembro 2009) |
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